Transporte de vítimas em urgência e emergência

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Parada cardiorrespiratória, entorses, engasgos, choque elétrico, afogamento, envenenamento, picada de insetos, mordedura de animais, dor no peito… São inúmeras as situações de risco à vida que o homem está sujeito no seu dia a dia e necessita de transporte seja para local protegido seja para centro de saúde especializado. 

O atendimento da vítima no local do acidente/incidente aumenta suas chances de recuperação. Caso isto não seja possível por falta de segurança, tanto para ela como para o socorrista, deve-se transportá-la para um local seguro. Há casos que mesmo após o socorro será necessário levar à vítima a um hospital ou pronto socorro.

O transporte de acidentados é um determinante da boa prestação de primeiros socorros. Um transporte mal feito, sem técnica, sem conhecimentos pode provocar danos muitas vezes irreversíveis à integridade física do acidentado.

Existem várias maneiras de se transportar um acidentado – a depender do número de socorristas, da situação clínica da vítima e das circunstâncias ambientais do ocorrido. Quase sempre é necessário o auxílio de outras pessoas, orientadas por quem estiver prestando os primeiros socorros.

Vamos abordar algumas situações de transporte nesse texto, dentre as quais destacam-se o transporte de vítimas conscientes e inconscientes por um ou mais socorristas e vítimas de lesões na cabeça e pescoço ou na coluna vertebral.

Em todas as situações, um passo a passo básico deve ser exercido. Em primeiro lugar, o socorrista deve ter calma, avaliar a cena, proteger a si e, pela situação de estresse e ansiedade, a vítima deve ser acalmada e protegida. Oriente que a vítima não se mexa durante a avaliação.

Transporte de vítimas com socorrista sozinho – vítima consciente

Só a movimente a vítima caso seja realmente necessário. Deixe que ela se apoie em você para caminhar se for preciso.

Em seguida, se houver necessidade, passe o braço da vítima ao redor do seu pescoço e segure-o para evitar queda e novas lesões. Com o seu outro braço, ainda, abrace-a pela cintura. Leve a vítima até um local seguro onde os primeiros socorros possam ser oferecidos ou mesmo a um meio de transporte para encaminhá-la a um centro especializado de saúde. Caso esteja muito próximo desse centro, caminhe junto dela até o local.

Transporte de vítimas com socorrista sozinho – vítima inconsciente

Tenha bom senso: se vítima estiver irresponsiva aos chamados e você não souber o que aconteceu, chame ajuda do SAMU ou de seus contatos cadastrados pelo botão vermelho de emergência no canto inferior direito do app beSafe. Inicie o protocolo de ressuscitação cardiopulmonar.

Deixe a vítima em posição confortável deitada de barriga para cima se não for um caso de trauma. Os braços podem ser usados por baixo da vítima para mobilizá-la na altura do pescoço e das costas.

Por outro lado, se a vítima estiver irresponsiva aos chamados e você tiver certeza de que foi um desmaio, siga nosso passo a passo para desmaios. Para percursos curtos, o socorrista pode transportar a vítima se estiver seguro de seu peso e de seu preparo físico. Para isso, passe o braço da vítima por trás de seu pescoço e segure-a no colo com os braços passando por de baixo de suas pernas e costelas. Para percursos longos, o socorrista deve se certificar de sua capacidade para carregar a vítima durante todo o trajeto. Levante segurando a vítima pelos ombros. Em seguida, com uma das mãos, segure a cintura e, com a outra mão, jogue um braço da vítima para trás do pescoço. Com cuidado e rapidez, carregue a pessoa acima de seus ombros segurando a vítima pelas pernas e um dos braços envolvendo seu pescoço. Para maior estabilidade à caminhada, deixe um dos braços livres.

Transporte de vítimas com mais de um socorrista – vítima consciente

Verifique se a vítima precisa de auxílio ou de movimentação durante o atendimento. Faça uma “cadeirinha” com os braços entrelaçados caso o transporte estiver indicado.

Para tal, com uma das mãos, segure seu antebraço oposto e, com outra mão livre, segure o antebraço do outro socorrista. O socorrista parceiro deve fazer o mesmo, formando um “quadrado” entre os braços apoiados entre si. Os socorristas devem se abaixar para que a vítima possa se sentar no apoio formado. Por fim, para um bom apoio na caminhada, a vítima deve segurar – com cada um de seus braços – os pescoços dos socorristas.

Transporte de vítimas com mais de um socorrista – vítima inconsciente

Siga o mesmo passo a passo para o transporte em caso de cenas com apenas um socorrista. Se o desmaio for verificado, no entanto, são importantes dois socorristas: um para segurar com os braços por baixo a parte superior do corpo e outro para a parte inferior. Em seguida, os socorristas devem levantar juntos e erguer a vítima de modo a deixa-la em posição lateralizada de barriga virada para eles.

Para casos aos quais a emergência não chega ao local do acidente, utilize uma superfície rígida – improvisada ou não – semelhante à prancha de primeiros socorros – como porta de armários – e imobilize a vítima com lençóis na região dos ombros e pernas e também sua cabeça. Essa ação permite que a vítima seja transportada até o serviço médico móvel especializado e só é possível com mais de um socorrista presente. Mais uma vez, o bom senso pode salvar vidas quando o socorrista for devidamente treinado.

Transporte de vítimas com lesões cranioencefálica ou raquimedular

É uma emergência médica: chame ajuda do SAMU e de seus contatos cadastrados pelo botão vermelho de emergência no canto inferior direito do app beSafe! Se vítima inconsciente ou houver perda da consciência, siga o protocolo de parada cardiorrespiratória.

Não movimente a vítima: os riscos de a movimentação causar sequelas mais graves e irreversíveis do que a causa do incidente proporcionaria são grandes demais para o socorrista leigo.

Para casos aos quais a emergência não chega ao local do acidente, repita o informado acima para situações com vítimas inconscientes.

Quando o serviço médico especializado chega, está indicado o uso de EPIs, prancha rígida, colar cervical, imobilização adequada etc. Os socorristas treinados, por sua vez, podem fazer uso dos EPIs disponíveis na cena.

Lembre-se:

  • movimente o acidentado o menos possível;
  • evite arrancadas bruscas ou paradas súbitas durante o transporte;
  • o transporte deve ser feito sempre em baixa velocidade, por ser mais seguro e mais cômodo para a vítima;
  • não interrompa a respiração artificial ou a massagem cardíaca se necessárias nem durante o transporte.

 APÓS O INÍCIO DO ATENDIMENTO, O SOCORRISTA DEVE AGUARDAR JUNTO À VÍTIMA A CHEGADA DO SERVIÇO MÉDICO ESPECIALIZADO. OMISSÃO DE SOCORRO E ABANDONO É CRIME!

Para saber mais sobre transporte de vítimas em urgência e emergência, acesse:

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