Você conhece os SINAIS VITAIS do corpo humano?

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Parada cardiorrespiratória, engasgos, choque elétrico, afogamento, envenenamento, picada de insetos, mordedura de animais, dor no peito… São inúmeras as situações de risco à vida que o homem está sujeito no seu dia a dia. 

No entanto, você sabia que, para prestar socorros, não é necessária a formação superior em cursos da área da saúde? Sim, é verdade! Qualquer pessoa treinada pode salvar vidas!

Os sinais vitais são medidas de várias estatísticas fisiológicas para avaliar as funções corporais básicas do corpo humano.

Sua presença indica presença da vida. Suas alterações podem indicar doenças ou alterações basais do corpo.

Utensílios necessários:

  • relógio;
  • esfigmomanômetro;
  • termômetro;
  • estetoscópio.

Hoje, discute-se mundialmente a dor como 5º sinal vital, até mesmo nas triagens de clínicas, unidades de pronto atendimento e hospitais.

Na oncologia e nos cuidados paliativos, ainda, o sofrimento se configura como sinal vital.

Socorristas treinadas podem aferir os sinais vitais, não necessitando ser um profissional de saúde.

Frequência respiratória

É número de ventilações pulmonares por minuto (ou respirações por minuto).

Aferição: “Ver, ouvir e sentir”.

  • “Ver”: verifique a movimentação do tórax da vítima em caso de respiração;
  • “Ouvir”: coloque os ouvidos próximo às narinas para ouvir a movimentação do ar;
  • “Sentir”: coloque as mãos no tórax ou próximo às narinas da vítima para sentir sua movimentação em caso de respiração.

Outras maneiras de aferição por profissionais de saúde:

  • com uso de estetoscópio;
  • com uso de capnógrafo.

Parâmetros normais:

  • recém-nascido: 30 a 60irpm;
  • lactente:30 a 50irpm;
  • menores de 2 anos: 25 a 35irpm;
  • criança até adolescência: 20 a 30irpm;
  • adolescente: 16 a 20irpm;
  • adultos: 12 a 20 irpm.

* Dispensável na avaliação de parada cardiorrespiratória.

 Pressão arterial

É a pressão exercida pelo sangue dentro dos vasos sanguíneos, com a força proveniente dos batimentos cardíacos. Quanto mais sangue for bombeado do coração por minuto, maior será esse valor, que tem dois números: um máximo, ou sistólico, e um mínimo, ou diastólico.

Aferição:
1º – O paciente deverá ficar preferencialmente sentado em repouso, quieto e sem falar e sem que tenha acabado de realizar algum esforço físico, mesmo que mínimo;
2º – Deve deixar o braço relaxado, apoiado em uma superfície e elevado na altura do coração com palma da mão virada para cima;
3º – Use o esfigmomanômetro automático com os tamanhos ideais para o paciente*;
4º – Em caso de alterações nos valores da pressão arterial para baixo ou para cima repita a aferição no mesmo braço após 2 minutos;
5º – Se medida alterada novamente, um médico deverá ser consultado rapidamente.

* Tamanhos inadequados podem alterar a acurácia do exame; sugestão para indivíduos de fora da área da saúde.
** Alguns aparelhos automáticos já oferecem o cálculo da frequência cardíaca.

Parâmetros normais:

  • menores de 6 anos: 110x75mmHg
  • 6 a 10 anos: 120x80mmHg
  • 10 a 14 anos: 125x80mmHg
  • maiores de 14 anos e adultos: 130x80mmHg.

* Valores variam entre literaturas médicas.

Padrões podem estar alterados em emergências:

  • para valores maiores: hipertensão;
  • para valores muito maiores: emergências hipertensivas;
  • para valores menores: hipotensão;
  • para valores muito menores: choque circulatório.

 * Dispensável na avaliação de parada cardiorrespiratória.

Temperatura

É uma medida da agitação das moléculas de um corpo. Indica se está quente ou frio.

No corpo humano é controlada por uma área do cérebro chamada hipotálamo, que age como um termostato ajustado para manter os órgãos internos a 37℃ – alcançado por meio do equilíbrio entre a perda de calor pelos órgãos periféricos (pele, vasos sanguíneos, glândulas sudoríparas etc.) em contato com o ambiente e a produção de calor pelo processo metabólico dos tecidos internos.

Aferição: A melhor forma para medir a temperatura do paciente é por meio de um termômetro. Há diversas opções no mercado: de vidro, digital, de ouvido dentre outros. Pode também ser utilizado de forma oral, retal ou debaixo da axila.

No ambiente intrahospitalar: outras opções mais acuradas de medição de temperatura central são possíveis.

Higienize o aparelho com álcool antes de utilizá-lo.

Caso seja a pilha, confira se há bateria para um bom exame.

Parâmetros normais: 36,0 – 37,5ºC.

Padrões podem estar alterados em emergências:

  • para valores maiores: hipertermia ou quadro febril;
  • para valores menores: hipotermia.

* Quaisquer alterações demandam atenção médica.

* Dispensável na avaliação de parada cardiorrespiratória.

Atenção! Crianças estão sujeitas à maior variação de temperatura pela maior superfície corporal proporcional.

Frequência cardíaca (Pulso)

É a onda de distensão de uma artéria transmitida pela pressão que o coração exerce sobre o sangue. Esta onda é perceptível pela palpação de uma artéria e se repete com regularidade, segundo as batidas do coração. A alteração na frequência do pulso pode denunciar alteração na quantidade de fluxo sanguíneo.

Aferição: para avaliar a frequência cardíaca, coloque os dedos indicador e médio na artéria carótida (na lateral do pescoço) e sinta a pulsação. Caso não seja possível, pode verificar na artéria radial, que está localizada na parte interna do pulso, próxima ao polegar, também utilizando os dois dedos e pressionando. Cuidado para não apertar demais – pressione apenas o suficiente para sentir o batimento.

Outras artérias disponíveis seriam: artéria braquial, no braço; artéria radial, no punho próximo da região polegar; artéria pediosa, no “peito” do pé; artéria poplítea, na região traseira do joelho; e artéria femoral, na virilha.

Parâmetros normais:

  • recém-nascido até 3 meses: 85 a 200bpm;
  • 3 meses a 2 anos: 100 a 190bpm;
  • 2 anos a 10 anos: 60 a 140bpm;
  • maiores de 10 anos e adultos: 60 a 100bpm.

Padrões podem estar alterados em emergências:

  • para valores maiores: taquicardia;
  • para valores menores: bradicardia.

Alterações nos valores normais necessitam avaliação médica, lembrando que nem toda alteração é patológica (valores fora do normal para idade), como no caso dos atletas, que naturalmente tendem a ter bradicardia.

Atenção! Bebês e crianças com frequências cardíacas menores do que 60bpm indica parada cardiorrespiratória!

  • Dispensável na avaliação de parada cardiorrespiratória em adultos.

A AFERIÇÃO DOS SINAIS VITAIS É DISPENSÁVEL PARA IDENTIFICAÇÃO DE
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NOS ADULTOS!

ATENÇÃO PARA AS CRIANÇAS: FREQUÊNCIA CARDÍACA PODE INDICAR PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA!

Para saber mais sobre a atuação do socorrista treinado, acesse os artigos sobre:

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O SOCORRISTA TREINADO SALVA VIDAS! VIDE EXEMPLO DA DINAMARCA.

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